Estudo de caso
Takeat
Startup de gestão para restaurantes que trocou um monólito instável por uma arquitetura serverless e multi-tenant.
Sobre o cliente
Tecnologia de gestão para bares, restaurantes e redes de alimentação
A Takeat é uma startup brasileira de tecnologia para o setor de alimentação fora do lar. Sua plataforma cobre a operação completa de bares, restaurantes, food parks e redes com várias lojas: PDV, comanda digital para garçons, cardápio digital por QR Code, self-service em tablet, delivery próprio, integração com o iFood, CRM, carteiras digitais de cashback e comunicação direta com o consumidor final pelo WhatsApp.
Segundo dados do Sebrae, empresas que adotam tecnologias digitais têm, em média, 26% mais chances de aumentar a receita. Restaurantes, cafeterias e bares que investem em gestão digital reduzem custos, otimizam operações e escalam com mais segurança.
Para a Takeat, isso significa que cada novo estabelecimento conectado aumenta a carga, o volume de dados e a exigência de disponibilidade da infraestrutura.
Problema a ser resolvido
Uma plataforma monolítica que não acompanhava o ritmo de crescimento
Com o crescimento, a plataforma monolítica passou a sofrer com problemas de escala, como quedas frequentes e indisponibilidades, que prejudicavam a experiência dos clientes e limitavam a expansão da empresa.
Em um restaurante, cada minuto fora do ar significa pedidos não registrados, comandas perdidas, filas paradas e clientes sem atendimento. A operação concentra picos curtos e previsíveis no almoço e no jantar, e a infraestrutura precisava absorver esses picos e reduzir a capacidade logo depois, sem intervenção manual e sem capacidade ociosa no restante do dia.
Havia ainda três restrições estruturais:
- Todos os módulos compartilhavam a mesma base, o que impedia que cada serviço escalasse de forma independente.
- A comunicação com os consumidores pelo WhatsApp precisava garantir ordem, ausência de duplicidade e isolamento entre os estabelecimentos.
- A entrega de novas funcionalidades dependia de implantações manuais, o que atrasava o time-to-market.
Para conduzir a migração e a modernização da infraestrutura, a Takeat procurou a KXC Tecnologia, parceira AWS Advanced Tier Services especializada em pequenas e médias empresas.
Solução proposta
Migração para a AWS com arquitetura serverless, event-driven e multi-tenant
A KXC migrou a infraestrutura para a Amazon Web Services, dividiu o monólito em serviços independentes e adotou componentes gerenciados que escalam conforme a demanda. Toda a infraestrutura foi provisionada como código com Terraform, o que garante padronização e reprodutibilidade dos ambientes.
Computação e microsserviços
O núcleo da plataforma foi conteinerizado e roda no Amazon ECS com AWS Fargate, com mais de 15 microsserviços em produção, entre eles PDV, Garçom Digital, Delivery, Scheduler iFood, Webhook, CRM, WhatsApp API, Impressão e API Dashboard. Cada serviço tem ciclo de vida, políticas de Auto Scaling e ambiente isolados.
A camada de experiência roda no AWS Amplify, com mais de 40 aplicações front-end: dashboards de gestão, cardápio digital, delivery, multi-lojas, self-service, food park e tablet. O AWS Lambda cuida das funções de automação, do scaling inteligente e da autenticação customizada integrada ao Amazon Cognito.
Banco de dados e cache
O banco principal foi migrado para o Amazon Aurora PostgreSQL Serverless, com réplica de leitura, e passou a acompanhar automaticamente os picos de almoço e jantar. Cargas específicas de CRM e WhatsApp ficaram em instâncias dedicadas do Amazon RDS for PostgreSQL. Para sessões, filas e leitura, são 7 clusters do Amazon ElastiCache (Redis), e um cluster Amazon ElastiCache (Valkey) r7g.large atende ao Data Lake em tempo real.
Mensageria e integração com o WhatsApp
A comunicação foi redesenhada em um modelo event-driven sobre o Amazon SQS FIFO. Centenas de filas são criadas dinamicamente, uma por restaurante, para envio de mensagens, conexão, QR Code e status. Isso garante entrega ordenada, sem duplicação, e isola cada estabelecimento.
Data Lake e analytics
Foi criado um Data Lake no Amazon S3 com arquitetura medallion (raw, bronze, silver e gold), que organiza os dados operacionais para análise pela Takeat e pelos restaurantes.
Rede e segurança
As aplicações e APIs expostas são protegidas pelo AWS WAF. O Amazon CloudFront funciona como CDN para imagens e aplicações, reduzindo a latência, e 10 Application Load Balancers distribuem o tráfego entre os microsserviços. O acesso administrativo é feito somente por VPN (Pritunl), e a autenticação de usuários usa o Amazon Cognito com fluxo customizado.
CI/CD e automação
Foram implementados 19 pipelines de integração e entrega contínua no AWS CodePipeline, cobrindo todos os microsserviços, o que permite implantações frequentes, padronizadas e sem downtime.
Serviços AWS utilizados
Resultados alcançados
30x mais receita, 22x mais clientes e 80 mil acessos simultâneos
A arquitetura serverless resolveu os problemas de estabilidade e destravou o crescimento da Takeat.
Depois que migramos para a AWS e colocamos a KXC como parceira, nossa receita cresceu mais de 30 vezes e nossa base de clientes aumentou 22 vezes.
- Capacidade: a plataforma passou a suportar mais de 80 mil acessos simultâneos, somando restaurantes, consumidores que usam o QR Code, integrações com delivery e carteiras de cashback. Com Aurora Serverless e ECS, o ambiente acompanha os picos sem intervenção manual.
- Disponibilidade: a plataforma passou a sustentar um SLA compatível com operações em tempo real. Réplicas de leitura no Aurora, múltiplos Application Load Balancers e cache distribuído eliminaram os pontos únicos de falha. No WhatsApp, centenas de restaurantes operam simultaneamente com filas SQS individuais.
- Velocidade de entrega: as mais de 40 aplicações no Amplify e os 19 pipelines permitem múltiplos deploys por dia, sem downtime.
- Custo: o modelo de consumo substituiu a capacidade fixa. O Aurora Serverless cobra pelo uso efetivo, o scheduled scaling de ECS e RDS reduz a capacidade fora dos picos e as automações rodam em Lambda, sem servidores dedicados.
- Dados: com o Data Lake medallion, a Takeat e seus clientes passaram a tomar decisões baseadas em dados, da gestão de cardápio ao comportamento de consumo.
Para Alex Assis, CTO da KXC Tecnologia, a nuvem beneficia todo o ecossistema, e não só a empresa que a adota: pequenos negócios com infraestrutura robusta e preço acessível crescem e geram crescimento para seus clientes e parceiros.
O caso mostra que a nuvem deixou de ser privilégio de grandes corporações e passou a ser acessível a pequenos negócios que querem escalar.
Na imprensa
O case da Takeat foi destaque no Valor Econômico, com a matéria "Startup de food service cresce 30 vezes ao migrar para a nuvem".
Indicadores destacados
- 30x
- de crescimento em receita
- 22x
- de crescimento na base de clientes
- 80 mil+
- acessos simultâneos
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